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Engenheiros de AVAC recomendam este horário para o termostato para poupar ao máximo.

Pessoa ajusta termostato digital numa parede, ao lado de sofá, com chá e fotos em mesa pequena.

m., mesmo antes do café. “O seu consumo é 24% mais alto do que o de casas semelhantes.” Uma daquelas frases que primeiro te insuflam o orgulho e, logo a seguir, a ansiedade. Mesma casa, mesmas pessoas, mesmo inverno… conta maior. Onde estava a fuga? Não no telhado. No termóstato.

Nesse dia, entre duas chamadas no Zoom e uma torrada meio queimada, o dono da casa fez o que a maioria de nós faz: foi até ao termóstato, carregou nele um pouco mais do que era preciso e aumentou “só por uma hora”. Ao fim da tarde, a casa estava finalmente quente, mas o contador de gás tinha rodado como uma máquina de casino. O conforto ganhou. O orçamento perdeu.

O que muitos engenheiros de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) te dirão é quase aborrecidamente simples: um horário do termóstato pode poupar-te, discretamente, centenas por ano - se parares de o tratar como um interruptor de luz. O melhor horário não é um palpite. É matemática, física e um pouco de preguiça humana.

O horário do termóstato que os profissionais de AVAC realmente usam em casa

Pergunta a três engenheiros de AVAC como configuram os termóstatos deles e ouves o mesmo padrão a repetir-se. Uma definição estável durante o dia, uma redução suave à noite e uma descida mais acentuada quando não está ninguém em casa. Nada de heroico. Apenas um ritmo. O objetivo não é viver num frigorífico nem numa sauna. É manter o sistema a funcionar de forma constante, em vez de estar sempre a “acelerar a fundo” o dia inteiro.

A maioria dos profissionais sugere esta base para o inverno: 68°F (20°C) quando estás em casa e acordado, 62–64°F (16–17,5°C) à noite e 60–62°F (15–16,5°C) quando a casa fica vazia durante pelo menos quatro horas. No verão, invertem: 76–78°F (24–26°C) quando estás em casa, 80–82°F (26,5–28°C) quando estás fora ou a dormir. Pequenas mudanças, muito dinheiro. E não sentes que vives num laboratório.

Um engenheiro com quem falei no Minnesota riu-se: os amigos chamam à casa dele “exatamente 68°F”. O termóstato programável entra em ação às 5:30, não quando toca o despertador, mas 30–45 minutos antes. Quando as crianças chegam cambaleantes à cozinha, o frio já desapareceu. Às 8:30, quando sai a última pessoa, o sistema desce suavemente para 61°F. Fica lá até às 16:30 e depois volta a subir devagar.

A conta anual de gás? Cerca de 18% mais baixa do que a dos vizinhos em casas semelhantes, segundo os relatórios comparativos da empresa local. Mesmo clima. Mesma área. A única coisa “radical” é que ele não “aumenta só um bocadinho” sempre que sente uma corrente de ar. O termóstato manda. Ele vive em segundo plano, sem negociar constantemente conforto versus custo.

Os engenheiros de AVAC repetem um princípio até parecer simples demais: quanto mais tempo a tua casa estiver mais próxima da temperatura exterior, mais poupas. A caldeira ou a bomba de calor não gasta combustível extra a “recuperar” depois de uma redução; gasta menos ao longo do dia. A física é a diferença de temperatura ao longo do tempo, não o drama das 18:00.

É por isso que preferem horários moderados e previsíveis em vez de oscilações extremas. Uma descida de 6–8°F durante pelo menos seis horas faz diferença. Uma mudança de 2°F durante uma hora não faz. Também avisam contra desligar totalmente os sistemas no inverno, a menos que vás estar fora durante dias. As canalizações não querem saber dos teus objetivos energéticos. Querem saber de congelar. Portanto, o horário “profissional” é um compromisso entre poupança e segurança, não um desafio purista.

Como definir um horário de “poupança máxima” no mundo real

Começa com um modelo de 24 horas que se repete nos dias úteis. No inverno, muitos engenheiros de AVAC sugerem este padrão: bloco de aquecimento, bloco fora de casa, bloco de conforto à noite, bloco de redução noturna. Quatro blocos. Só isso. Se o teu termóstato tiver quatro períodos, estás pronto.

Exemplo de dia útil de inverno para uma família típica:

  • 5:30 às 8:30: 68°F (20°C)
  • 8:30 às 16:30: 61–62°F (16–16,5°C)
  • 16:30 às 22:30: 68°F (20°C)
  • 22:30 às 5:30: 62–64°F (16–17,5°C)

No verão, espelha a estrutura e troca os valores: mais fresco quando há pessoas, mais quente quando a casa está vazia ou quando estão a dormir. Os graus exatos podem variar conforme o teu conforto, mas a espinha dorsal mantém-se: previsibilidade, não perfeição.

A um nível humano, o horário só funciona se se encaixar na tua vida, não num gráfico teórico. Se trabalhas de noite ou tens um bebé que acorda às 3 da manhã, o teu “bloco de conforto” muda. As poupanças não desaparecem - apenas seguem a tua realidade. Um técnico de AVAC no Texas disse-me que define o arrefecimento a 77°F até à hora de deitar e depois 79°F durante a noite porque usam ventoinhas de teto. As crianças mal notam; o contador nota.

Em termos práticos, usa a funcionalidade de “pré-aquecimento” ou “pré-arrefecimento” que muitos termóstatos inteligentes escondem nas definições. Em vez de esperar que chegues, aprendem quanto tempo a tua casa demora a chegar aos 68°F a partir dos 61°F e começam mais cedo, para entrares em casa com conforto - não com concessões. Esse é o truque psicológico: se nunca sentires o período mais barato e mais frio, manténs o plano.

Se falares tempo suficiente com engenheiros de AVAC, ouves a mesma confissão: as pessoas sabotam as próprias poupanças. Sentem frio durante cinco minutos, carregam no termóstato para subir 4–5°F e depois esquecem-se. Lá se vai o horário cuidadosamente definido. O sistema não aquece mais depressa; apenas funciona durante mais tempo e ultrapassa o que precisas. Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias com disciplina perfeita.

Outro erro comum é estar sempre a alternar entre “aquecer” e “desligado” nas estações intermédias. A casa oscila muito, ficas irritado e acabas por desistir e deixar a temperatura mais alta o dia todo. É assim que se acaba com uma conta de primavera que parece de pleno inverno. Os profissionais muitas vezes definem uma base ligeiramente mais fresca e vestem uma camisola, em vez de andarem atrás do termóstato a cada hora.

Do lado do arrefecimento, os engenheiros de AVAC alertam contra manter a casa a 72°F todo o verão “porque é assim no escritório”. Os escritórios são caixas grandes e vedadas. As casas têm infiltrações e são pessoais. Experimenta começar nos 76°F e usar ventoinhas nas divisões onde realmente estás. Muitas famílias descobrem que 78°F com ar em movimento é surpreendentemente confortável ao fim de uma semana. O corpo adapta-se mais depressa do que os hábitos.

“O termóstato que poupa mais dinheiro é aquele em que deixas de mexer”, disse um engenheiro veterano de AVAC. “O teu horário deve parecer aborrecido. É no aborrecido que vive a poupança.”

Para manter as coisas simples, eis o que muitos profissionais recomendam discretamente quando visitam amigos, não clientes:

  • Escolhe um horário de inverno e um de verão e deixa-os repetir-se nos dias úteis.
  • Usa uma versão um pouco mais suave ao fim de semana, com horas mais tardias para acordar e dormir.
  • Resiste a mudanças de emergência; se ajustares, muda 1–2°F, não 5–6°F.
  • Veste por camadas e usa ventoinhas antes de reescreveres o teu horário inteiro.
  • Revê os valores a cada nova estação, não a cada novo estado de espírito.

Um pequeno dispositivo, um tema surpreendentemente emocional

Numa terça-feira fria à noite, em frente a um termóstato iluminado, as pessoas raramente estão a pensar em quilowatt-hora. Estão a pensar numa criança que sai do banho a tremer, ou na culpa de mais um e-mail da empresa de energia a dizer “acima da média”. Numa noite pegajosa de agosto, a escolha entre 76°F e 74°F consegue parecer um referendo ao teu padrão de vida. Todos já tivemos aquele momento em que a casa parecia uma discussão gigante entre conforto e custo.

É por isso que o horário que os engenheiros de AVAC sugerem é, por si só, quase reconfortante. Decides uma vez, num momento calmo, como é o “normal” na tua casa. 68°F nos dias de inverno, 76°F nas noites de verão, uma descida suave quando dormes ou sais. Depois, o termóstato repete essa promessa silenciosamente, dia após dia. Sem drama, sem culpa de última hora, sem uma folha de cálculo mental sempre a correr quando chega uma frente fria.

E aqui está a reviravolta inesperada: quem se compromete com um horário estável diz muitas vezes que se sente mais no controlo, não menos. As contas deixam de ser surpresas desagradáveis; passam a ser apenas mais um número recorrente que consegues prever com uma margem de poucos euros. Começas a reparar noutras coisas: que divisões têm correntes de ar, que janelas deixam passar frio, onde uma fita vedante barata ou cortinas mais pesadas te permitiriam ajustar ainda mais o horário a teu favor.

O termóstato deixa de ser um campo de batalha e passa a ser um acordo silencioso. Tu, a tua casa e o tempo lá fora nunca estarão perfeitamente alinhados. Mas com um horário baseado no que os engenheiros de AVAC realmente usam nas suas próprias casas, a diferença encolhe. Há mais espaço para café quente, duches longos, talvez uma manta extra no sofá. E menos espaço para aquela sensação de aperto no estômago quando abres o envelope com o teu nome e a conta mensal de energia lá dentro.

Ponto-chave Detalhes Porque é importante para os leitores
Use 4 períodos diários, não ajustes manuais constantes Defina blocos “acordar, fora, fim do dia, dormir” com temperaturas fixas para cada estação, em vez de ir ajustando o termóstato sempre que sente uma corrente de ar. Reduz reações exageradas que fazem disparar a conta e mantém o sistema a funcionar de forma suave, para poupar sem pensar nisso o dia todo.
Aponte para 68°F nos dias de inverno, 62–64°F à noite Engenheiros de AVAC recomendam frequentemente 68°F quando está em casa e acordado, descendo 4–6°F à noite ou quando a casa está vazia durante várias horas. Estas reduções moderadas podem cortar 5–15% nos custos anuais de aquecimento, mantendo-se confortáveis para a maioria das famílias.
Permita tempo de pré-aquecimento / pré-arrefecimento Programe o termóstato para começar a aquecer ou arrefecer 30–60 minutos antes de acordar ou chegar a casa, usando funcionalidades inteligentes de “aprendizagem” quando disponíveis. Entra numa casa que já está no ponto, o que reduz a tentação de aumentar demasiado o termóstato e anular as poupanças.

FAQ

  • Que horário do termóstato poupa mais dinheiro no inverno? A maioria dos engenheiros de AVAC sugere cerca de 68°F (20°C) quando está em casa e acordado, descendo para 62–64°F (16–17,5°C) à noite e 60–62°F (15–16,5°C) quando a casa está vazia durante pelo menos quatro horas. O essencial é manter essas temperaturas mais baixas tempo suficiente para que o sistema aqueça menos no total, e não uma descida rápida de uma hora.
  • Descer muito o aquecimento quando saio faz gastar mais energia para voltar a aquecer? Não. Em casas típicas, quanto mais tempo a casa ficar mais próxima da temperatura exterior, mais poupa. Voltar a aquecer mais tarde não “apaga” essas poupanças; o sistema simplesmente trabalha durante menos tempo para voltar a subir. O único risco real é descer tanto que, em climas muito frios, as canalizações fiquem em risco.
  • Qual é a melhor definição de verão para poupar? Os profissionais costumam começar em 76–78°F (24–26°C) quando está em casa e deixam subir para cerca de 80–82°F (26,5–28°C) quando está fora ou a dormir, usando ventoinhas nas divisões ocupadas. Cada grau a mais pode reduzir os custos de arrefecimento em cerca de 3–5%, sobretudo durante vagas de calor prolongadas.
  • Um termóstato inteligente vale a pena para este tipo de horário? Para muitas famílias, sim. Os termóstatos inteligentes facilitam programar um horário estável, aprendem quão depressa a casa aquece ou arrefece e ajustam automaticamente quando está fora mais tempo do que o habitual. O maior benefício é reduzir a tentação de mexer constantemente nas definições.
  • Quão depressa vejo poupanças depois de mudar o horário? Nota alguma diferença já na próxima fatura, mas a imagem mais clara aparece ao longo de uma estação inteira. Compare o consumo deste inverno ou verão com o do ano passado, ajustando ao tempo se a sua empresa de energia disponibilizar esses dados. Um horário consistente mostra o impacto real ao longo de vários meses, não num único pico de frio.

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