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O topo da árvore está fora de moda: agora os decoradores usam este objeto para uma árvore de Natal mais elegante.

Pessoa a decorar uma árvore de Natal com fatias de laranja secas e uma fita dourada num ambiente acolhedor.

A sala já estava às escuras quando a decoradora subiu ao escadote.

As luzes de fada estavam acesas, as grinaldas perfeitamente colocadas, o cheiro a pinho e canela pesado no ar. Uma família recuou, à espera do momento clássico: a estrela, o anjo, o toque final no topo.

Mas, em vez de pegar num enfeite brilhante para a ponta, tirou algo que parecia simples demais: uma fita longa de seda, cremosa e suave. Nada de plástico, nada de LEDs - apenas tecido. Prendeu-a bem alto, à volta do ramo do topo, deixou as pontas cair como uma cascata de luz e desceu.

A sala ficou em silêncio. A árvore pareceu, de repente, mais alta, mais leve, estranhamente chic. O anjo ficou na caixa. E ninguém sentiu falta dele.

A morte silenciosa do topo clássico da árvore

Percorra qualquer visita a casas com bom gosto no Instagram em dezembro e vai reparar imediatamente. Onde antes uma estrela ou um anjo se sentavam orgulhosamente, há agora um laço solto, uma fita a cair, por vezes várias tiras a descer como um vestido. O topo tradicional não desapareceu propriamente, mas está a perder terreno para algo mais fluido, mais próximo da moda.

Os designers falam em “finalizar a árvore” em vez de “colocar o topo”. Essa nuance importa. A árvore já não termina num ícone rígido de plástico. Parece dissolver-se no teto, graças ao tecido que puxa o olhar para cima. O efeito é subtil, mas muda a sensação de toda a árvore.

Numa moradia em Londres, uma stylist de interiores registou reações durante uma sessão fotográfica de Natal. A árvore era alta, estreita, ligeiramente assimétrica. Não havia estrela brilhante à vista - apenas uma fita longa cor de champanhe, atada mais abaixo no ramo superior, com as pontas a roçar a meio caminho do tronco. Os convidados entraram e não perceberam logo o que estava diferente. Apenas disseram coisas como: “Parece… caro”, ou: “Isto faz lembrar o lobby de um hotel, no bom sentido”.

Ninguém perguntou onde tinha ido o anjo. Ninguém se queixou da “tradição”. Interpretaram o resultado como elegante, adulto, mais calmo. Segundo um pequeno inquérito no Reino Unido feito por um retalhista de decoração em 2023, as pesquisas por “fita topo árvore de Natal” subiram mais de 80% em duas épocas, enquanto as vendas dos topos clássicos de plástico estagnaram. As tendências não gritam. Entram devagar, via quadros do Pinterest e conversas de grupo.

Há uma razão lógica para esta mudança funcionar. Um topo grande é um travão brusco para o olhar. Cria um ponto de exclamação visual - por vezes divertido, muitas vezes um pouco caricato. A fita, pelo contrário, comporta-se como roupa. Segue as linhas da árvore, suaviza a ponta no topo e liga os ramos superiores à zona central.

Do ponto de vista do design, essa linha vertical contínua faz a árvore parecer mais alta e mais harmoniosa. Também resolve problemas práticos: basta de estrelas inclinadas, basta de topos que não encaixam no ramo, basta de lutar com um anjo que insiste em escorregar de lado. Um laço simples, bem atado, fica. É discreto, mas toda a árvore beneficia em silêncio.

Como os decoradores “finalizam” uma árvore sem topo

O método que os profissionais usam quase sempre começa com uma coisa: fita extra-longa. Não do tamanho de embrulho - mas um comprimento generoso, de loja de tecidos. Dois a quatro metros por tira é comum, dependendo da altura da árvore. Escolhem fita com alguma estrutura - arame nas bordas ou uma trama mais grossa - para manter a forma em vez de tombar.

Depois vem o gesto que muda tudo. Em vez de enfiar algo mesmo na pontinha, passam a fita um pouco abaixo do topo, à volta de um ramo mais forte e espesso. Um nó suave, um laço solto, nada demasiado apertado. As pontas ficam a cair livremente pela árvore, por vezes cortadas em diagonal para não parecerem rombas. De repente, a árvore ganha um “decote” em vez de uma coroa.

Na prática, esta técnica é muito mais permissiva. Não precisa de um ramo superior perfeitamente direito. A fita pode esconder imperfeições, até pequenas falhas na folhagem. Numa árvore de família clássica, os decoradores costumam trabalhar por camadas: primeiro as luzes, depois os enfeites maiores e, só quando tudo parece equilibrado, adicionam o laço de fita. Assim, a fita não entra em conflito com as outras peças. Emoldura-as.

Claro que também dá para errar. Fita a mais e a árvore fica sufocada, como se estivesse a usar um disfarce pesado. Fita a menos e parece que lhe faltou uma ideia a meio. Muitas pessoas também apertam demasiado o laço, transformando-o num bloco rígido em vez de algo leve. Os melhores laços nas árvores parecem quase que podem escorregar a qualquer momento, mesmo estando perfeitamente seguros.

Numa árvore pequena de apartamento, uma fita de veludo macia e estreita funciona melhor do que uma malha metálica larga. Dá um toque de luxo sem dominar os ramos. Numa árvore grande de família, os decoradores preferem fita ligeiramente mais larga, talvez uma mistura com linho, que apanha a luz mas não grita “papel de embrulho”. Muitas vezes misturam duas texturas: uma fita base mate e outra mais estreita e mais brilhante por cima.

Sejamos honestos: ninguém passa a ferro a fita de Natal sempre que abre a caixa. Algumas rugas são normais. Os profissionais simplesmente apararam as pontas todos os anos, renovam o ângulo das “caudas” e, por vezes, voltam a atar o laço do zero. Essa pequena imperfeição mantém a árvore com vida, em vez de parecer encenada.

Um designer de interiores resumiu isto numa sessão de estúdio no ano passado:

“Uma estrela grita. Uma fita sussurra. E, para muita gente neste momento, o Natal sabe melhor quando sussurra.”

Tendências à parte, esta mudança também toca algo emocional. Num domingo calmo de dezembro, quando a casa está meio arrumada e um pouco caótica, aquela fita suave no topo parece menos uma performance e mais um gesto. A nível humano, há menos pressão do que no ritual cerimonial de “coroar” a árvore.

  • Se adora o seu anjo, mantenha-o e acrescente uma única fita a cair por baixo. Não precisa de escolher um lado.
  • Se a sua árvore parece confusa, experimente um laço largo e neutro no topo e sem grinaldas extra. Deixe-a respirar.
  • Se tem um orçamento curto, uma fita de boa qualidade vale mais do que três topos baratos. Parece intencional, não caro.

Um novo tipo de “acabamento” de Natal

Esta pequena alteração no topo da árvore diz muito sobre como queremos que as nossas casas se sintam em dezembro. Menos temáticas, mais intemporais. Menos peça-herói de plástico, mais detalhe suave que se integra na divisão sem chamar atenção. O topo clássico não está proibido; simplesmente já não é, por defeito, a estrela do espetáculo.

Para algumas famílias, isso também pode significar uma mudança no ritual. Em vez de uma pessoa subir para colocar a estrela enquanto todos batem palmas, o momento torna-se mais íntimo. Alguém ata o laço, outra pessoa alisa a ponta da fita, uma criança ajusta uma bola logo abaixo. Não é tão teatral, mas pode parecer estranhamente mais real.

Estamos a passar de árvores de Natal que gritam a sua identidade para árvores que pertencem naturalmente ao espaço durante toda a época. Uma fita bem colocada no topo pode ecoar um atilho de cortina, um vivo de almofada, a cúpula de um candeeiro. A árvore deixa de parecer uma visita e passa a parecer que vive ali. É essa elegância silenciosa que os decoradores procuram, mesmo que ninguém a nomeie em voz alta.

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Substituir o topo por uma fita Uma fita longa atada abaixo da ponta, com pontas a cair Dar à árvore um ar mais elegante e atual
Escolher o material certo Veludo, linho ou fita com bordas estruturadas em vez de plástico brilhante Conseguir um resultado chic sem sobrecarregar a árvore
Pensar na continuidade visual Alinhar a cor da fita com a decoração da divisão Integrar a árvore no estilo global da sala ou da casa

FAQ:

  • O que é que os decoradores estão a usar exatamente em vez de um topo de árvore? Principalmente fitas longas atadas em laços suaves perto do topo, com as pontas a descer pelos ramos.
  • Tenho de abdicar completamente da minha estrela ou do meu anjo? Não. Muitas pessoas mantêm o topo tradicional e apenas acrescentam uma fita por baixo para suavizar e prolongar o visual.
  • Que tipo de fita funciona melhor numa árvore de Natal? Fita com arame ou ligeiramente rígida, em veludo, linho ou misturas com cetim, costuma manter a forma e parecer mais refinada do que fita fina e brilhante de embrulho.
  • Que comprimento deve ter a fita para uma árvore “normal”? Para uma árvore de 2–2,2 m, os decoradores usam muitas vezes 2–4 m por tira, para que as pontas caiam com elegância sem parar a meio de forma estranha.
  • Isto é só uma moda passageira? Talvez em parte, mas a ideia de um acabamento mais suave e menos “caricatural” no topo encaixa numa tendência mais ampla de decoração de Natal mais calma e intemporal.

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